Custo Total de um Funcionário
Estima quanto um funcionário custa mesmo à empresa por mês — não só o salário que ele recebe.
Custo de Funcionário
Contratas por 1.200 € brutos/mês:
27% mais caro do que o salário no contrato
Custo de um funcionário em 2026: resposta rápida
O custo real de um funcionário é bem mais do que o salário no contrato. Ao salário bruto somam-se os duodécimos dos subsídios de férias e Natal, a TSU patronal (23,75% sobre salário e subsídios), o subsídio de alimentação e o seguro de acidentes de trabalho, obrigatório. No total, costuma ficar entre 30% e 45% acima do salário base.
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Calcula o custo real
Custo total mensal para a empresa
1587,42 €
Como chegámos aqui
O que este resultado significa
É uma estimativa do custo mensal para a empresa, não o líquido que o trabalhador recebe. O prémio do seguro de acidentes de trabalho é aproximado (varia por seguradora e setor), e o subsídio de alimentação depende do que a empresa decidir pagar. Serve para orçamentar uma contratação com antecedência.
O que acontece agora
Se estás a ponderar contratar como recibos verdes em vez de funcionário, vê primeiro o lado da Segurança Social do independente na Calculadora de Contribuições — mas lembra-te que os dois regimes não são intercambiáveis por lei.
O prémio de seguro de acidentes de trabalho varia consoante a seguradora, o setor de atividade e o histórico de sinistralidade da empresa. Este valor é apenas uma estimativa de referência — peça sempre uma cotação real.
Compara com recibos verdes
Quanto custaria contratar a mesma pessoa como trabalhador independente, para que ela receba, aproximadamente, o mesmo líquido (assumindo prestação de serviços).
Como funcionário
1587,42 €
custo mensal para a empresa
Líquido aproximado do trabalhador: 890,00 €
Como recibos verdes
1046,81 €
valor a faturar/pagar por mês
Líquido aproximado do trabalhador: 890,00 €
Esta comparação inclui apenas a Segurança Social de cada regime — não inclui IRS, que varia por situação pessoal. Além disso, os dois regimes não são uma alternativa neutra entre si: têm obrigações legais diferentes (vínculo laboral, subordinação, direitos e proteção social), e a escolha entre eles deve respeitar a lei e a natureza real da relação de trabalho — não apenas o custo.
Valores de referência 2026 — confirme sempre nas fontes oficiais antes de decidir.
De onde vêm estes valores?
TSU patronal e limites confirmados na Segurança Social Direta. Vê todas as fontes ao fundo da página.
O que entra no custo real?
O salário bruto é só uma parte do custo. Somam-se ainda os duodécimos dos subsídios de férias e Natal, a TSU patronal (23,75%), o subsídio de alimentação e o seguro de acidentes de trabalho — no total, o custo real costuma ficar entre 30% e 45% acima do salário base.
// referência
Custo de um funcionário em 2026: valores de referência
As taxas e limites usados no cálculo acima, num só lugar para quem só quer consultar.
| Componente | Valor / regra |
|---|---|
| TSU patronal — contribuição da empresa à Segurança Social | 23,75% sobre salário + subsídios |
| Duodécimos dos subsídios de férias e Natal | ≈ 2/12 do salário por mês |
| Subsídio de alimentação — limite de isenção (pago em dinheiro) | 6,15 €/dia |
| Subsídio de alimentação — limite de isenção (cartão ou vale) | 10,46 €/dia |
| Seguro de acidentes de trabalho | Obrigatório — prémio varia (estimativa 1% do salário anual) |
| Salário mínimo nacional | 920,00 € |
O prémio do seguro de acidentes de trabalho e os limites de isenção do subsídio de alimentação são valores de referência — confirma sempre na Segurança Social Direta e com uma seguradora.
// o que este número quer dizer
Quem paga a TSU, afinal?
Quem entrega o dinheiro
No regime geral, a contribuição para a Segurança Social por um trabalhador é de 34,75% da remuneração: 23,75% pagos pela entidade empregadora, além do salário, e 11% descontados ao trabalhador no recibo. É a empresa que entrega os dois valores à Segurança Social.
Quem a suporta, em termos económicos
Muitos economistas defendem que a parte patronal acaba por pesar na margem para aumentos, porque a empresa decide contratar olhando para o custo total do posto de trabalho, não para o salário bruto isolado. A passagem dessa parte para o líquido, porém, não é automática — depende do poder negocial de cada setor, tal como uma descida de IVA nem sempre chega ao preço final. Para decidir contratar, a régua é o custo total; para negociar salário, a régua é o líquido.
// definições
Custo de um funcionário: definições
- TSU patronalTSU patronalTaxa Social Única que a entidade empregadora paga à Segurança Social por cada trabalhador — uma contribuição obrigatória, à parte do que é descontado ao próprio trabalhador.Ver mais no glossário →
- Taxa Social Única que a entidade empregadora paga à Segurança Social por cada trabalhador — uma contribuição obrigatória, à parte do que é descontado ao próprio trabalhador no salário.
- DuodécimosDuodécimosA parte proporcional dos subsídios de férias e de Natal, repartida mês a mês — a empresa tem sempre de os suportar, mesmo que só sejam pagos em certos meses do ano.Ver mais no glossário →
- A parte proporcional dos subsídios de férias e de Natal, repartida mês a mês — a empresa suporta-os sempre, mesmo que só sejam pagos em certos meses do ano.
- Seguro de acidentes de trabalhoSeguro de acidentes de trabalhoSeguro obrigatório por lei para todos os trabalhadores, que cobre acidentes ocorridos no local de trabalho ou no trajeto para lá.Ver mais no glossário →
- Seguro obrigatório por lei para todos os trabalhadores por conta de outrem, que cobre acidentes no local de trabalho ou no trajeto para lá. O prémio varia por seguradora, setor e sinistralidade.
- custos fixoscustos fixosDespesas do negócio que não variam diretamente com o volume de vendas — renda, salários, software, seguros. Não entram no cálculo da margem de um produto individual, mas têm de ser cobertos pelo total de vendas para o negócio dar lucro.Ver mais no glossário →
- Despesas que não variam com o volume de vendas — e um funcionário a tempo inteiro é um dos custos fixos mais pesados de um negócio, a pagar todos os meses independentemente da faturação.
- Custo total do trabalho
- Tudo o que a empresa desembolsa por um posto de trabalho: salário bruto, duodécimos dos subsídios de férias e Natal, TSU patronal, subsídio de alimentação e seguro de acidentes de trabalho. É a base sobre a qual uma empresa decide contratar — não o salário bruto isolado.
// importa saber
Erros comuns
O custo total de um funcionário é só o salário bruto mais a TSU.
Faltam mais componentes: os duodécimos dos subsídios de férias e Natal, o subsídio de alimentação (se aplicável) e o seguro de acidentes de trabalho (obrigatório). Todos juntos costumam somar 30% a 45% acima do salário base.
Posso escolher recibos verdes em vez de contrato de trabalho só porque é mais barato para a empresa.
A escolha tem de respeitar a natureza real da relação de trabalho (vínculo, subordinação, horário), não só o custo — um "falso recibo verde" (alguém que trabalha como funcionário mas é pago como independente) é ilegal.
A TSU patronal é descontada ao funcionário, tal como a contribuição de um trabalhador independente.
A TSU patronal (23,75%) é paga pela empresa, à parte do que já é descontado ao próprio funcionário no salário (11%, a taxa do trabalhador por conta de outrem) — são duas contribuições diferentes.
// dúvidas rápidas
Perguntas frequentes
Quanto custa mesmo contratar um funcionário, além do salário?
Bem mais do que o salário bruto sozinho. Ao salário, somam-se os duodécimos dos subsídios de férias e de Natal, a TSU patronal (23,75% sobre o salário e subsídios), o subsídio de alimentação (se aplicável) e o seguro de acidentes de trabalho (obrigatório). No total, o custo real costuma ficar entre 30% e 45% acima do salário base, consoante os subsídios aplicados — usa a calculadora acima com os teus valores para veres o número exato.
O que é a TSU (Taxa Social Única) patronal?
É a contribuição que a entidade empregadora paga à Segurança Social por cada trabalhador, à parte do que é descontado ao próprio funcionário no salário. A taxa de referência é 23,75%, aplicada sobre o salário bruto e os subsídios de férias e Natal. Por exemplo, sobre um salário bruto de 1.000€/mês, a TSU patronal ronda os 237,50€ — que a empresa paga além do salário. Não confundir com a contribuição do trabalhador independente, que segue outra lógica (ver Calculadora de Contribuições).
Afinal, quem paga a TSU — a empresa ou o trabalhador?
As duas coisas são verdade, em camadas diferentes. Em termos de quem entrega o dinheiro à Segurança Social, a TSU divide-se em 23,75% pagos pela entidade empregadora (além do salário) e 11% descontados ao trabalhador no salário — 34,75% no total no regime geral. Em termos económicos, muitos economistas argumentam que a parte patronal acaba por pesar na margem para aumentos, porque a empresa raciocina sobre o custo total do posto de trabalho, não sobre o salário bruto isolado. Mas a passagem dessa parte para o salário líquido não é automática nem garantida — depende do poder negocial de cada setor. A régua útil para decidir contratar é o custo total; a régua para negociar salário é o líquido.
E se pagar parte do salário como ajudas de custo?
As ajudas de custo legítimas (deslocações reais, dentro dos limites diários fixados por portaria) não têm contribuições para a Segurança Social nem IRS — daí a tentação de as usar para "aliviar" o custo. Mas há limites: se as ajudas de custo e a compensação por deslocação em viatura própria do trabalhador não forem faturadas a clientes, a empresa paga tributação autónoma de 5% sobre esses valores (15% se tiver prejuízo fiscal nesse ano), nos termos do artigo 88º, nº 9, do Código do IRC. E do lado do trabalhador, o que é pago como ajuda de custo não conta para a base da baixa médica, da licença parental, do subsídio de desemprego nem da reforma — que se calculam sobre a remuneração registada. Pagar tudo em salário é mais caro no imediato, mas mais transparente e sem estes efeitos.
O subsídio de alimentação é obrigatório?
Não é obrigatório por lei geral no setor privado — não consta do Código do Trabalho como direito universal. Na prática, porém, está previsto na generalidade dos contratos coletivos de trabalho e é oferecido pela quase totalidade das empresas, por isso a calculadora já o inclui por defeito (podes desligar se não se aplicar ao teu caso). Como referência, os limites de isenção fiscal em 2026 são 6,15 €/dia se pago em dinheiro, ou 10,46 €/dia se pago em cartão ou vale-refeição — acima disso, o excedente passa a estar sujeito a IRS e contribuições.
O seguro de acidentes de trabalho é obrigatório?
Sim, é obrigatório por lei para todos os trabalhadores por conta de outrem, sem exceção. Cobre acidentes ocorridos no local de trabalho ou no trajeto para lá. O custo (prémio) varia consoante a seguradora, o setor de atividade e o histórico de sinistralidade da empresa — o valor nesta calculadora é só uma estimativa de referência.
Vale mais a pena contratar como funcionário ou como recibos verdes?
Depende do que procuras, não é só uma questão de custo. A comparação acima mostra o valor aproximado para que a pessoa receba o mesmo líquido nos dois casos — mas os dois regimes não são uma alternativa neutra entre si: têm obrigações legais diferentes (vínculo laboral, subordinação, direitos, proteção social). A escolha deve respeitar a natureza real da relação de trabalho, não apenas o custo — um "falso recibo verde" (alguém que trabalha como funcionário mas é pago como independente) é ilegal e pode ter consequências para a empresa. Para o lado do independente, vê a Calculadora de Contribuições para a Segurança Social.
// a seguir
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Também pode ser útil
Fontes oficiais