Melhor software de faturação certificado pela AT para pequenos negócios
Sem certificação arriscas uma coima entre 1.500 € e 18.750 € — comparámos 7 programas certificados, do mais simples ao mais completo.
Este não é conteúdo patrocinado. Não vendemos nenhum destes softwares nem recebemos comissão — a ordem reflete a nossa avaliação de para quem cada um faz mais sentido, não um pagamento.
Porque é obrigatório ter um programa certificado pela AT
Usar um programa de faturação não certificado (ou não usar nenhum, quando és obrigado) é uma contraordenação prevista no Regime Geral das Infrações Tributárias (RGIT), artigo 128º, nº 2 e nº 3 — com coima entre 1.500 € e 18.750 €. A infração é usar o programa errado, independentemente de teres faturado muito ou pouco, e mesmo sem qualquer intenção de fraude.
Como avaliámos estes programas
Preço público disponível, certificação AT confirmada, existência de plano gratuito ou período de teste, e para que tipo de negócio cada um é mais indicado — não só o preço mais baixo, porque o programa mais barato nem sempre é o mais adequado ao que vais precisar daqui a um ano.
Qual escolher consoante o teu perfil
Só emites faturas simples, sem stock nem equipa: Moloni, Facturama ou o plano gratuito do Colibri chegam.
Tens loja física, restaurante ou precisas de ponto de venda: Vendus é o mais orientado a isso.
Faturas pouco (<30.000 €/ano) e queres testar sem custo: o plano gratuito do primeiro ano do Jasmin.
Prevês crescer para stocks, vários utilizadores ou gestão de RH: vale a pena pedir orçamento ao Artsoft desde já.
// comparação
Os 7 programas, em detalhe
Artsoft
A opção mais completa para quem vai crescer além da faturação simples
Em Portugal desde 1987 — um dos dois primeiros softwares de gestão do país — e hoje com mais de 15.000 clientes. A diferença face aos restantes desta lista: não é só faturação, é um ERP modular (mais de 40 soluções) que cresce contigo — faturação, stocks, encomendas, contas correntes, RH e assiduidade no mesmo sistema, com QR code e ATCUD nativos. Lançou em 2025 um assistente de IA integrado que dá sugestões em tempo real na emissão de documentos e ajuda a prever tesouraria. Não tem preço público (o valor depende de utilizadores e módulos escolhidos, mediante orçamento) nem plano gratuito — o que faz sentido para quem procura uma solução para crescer a sério, mas é um contra real para quem só quer emitir 3 faturas por mês ao menor custo possível.
Moloni
O mais usado do mercado
Mais de 31.000 empresas portuguesas usam o Moloni, com planos a partir de 5,20 €/mês — ideal para micro, pequenas e médias empresas e profissionais liberais que querem só faturação, sem a amplitude de um ERP completo.
InvoiceXpress
Sem fidelização, testa antes de decidir
Certificado pela AT (nº 192). Adesão gratuita, 30 dias de teste, e podes mudar de plano ou cancelar quando quiseres — sem compromisso de permanência. O plano L (35 €/mês) cobre até 10 utilizadores e 1.500 documentos/mês.
Vendus (Cegid Vendus)
Focado em POS — retalho, restauração e serviços
No mercado desde 2015, entre 5,99 € e 14,99 €/mês (a partir de 6,25 €/mês no plano anual). Feito à medida de quem precisa de ponto de venda físico — lojas, restaurantes, cafés, cabeleireiros — mais do que faturação em escritório.
Facturama
Simplicidade para profissionais liberais
No mercado desde 2012, entre 4,50 € e 27 €/mês consoante o plano. Interface simples, pensada para quem quer emitir faturas sem se preocupar com funcionalidades extra.
Jasmin (Primavera/Cegid)
Grátis durante o primeiro ano, com Big Data e Machine Learning
Oferece uma versão gratuita durante um ano para negócios que faturem menos de 30.000 €/ano — depois disso, ou ultrapassado esse limite, passa a pago. Traz funcionalidades de Big Data e Machine Learning pouco comuns nesta gama de preço.
Colibri
Plano gratuito permanente, gestão multi-empresa
Software português com um plano totalmente gratuito de faturação certificada, com layouts de documento personalizáveis. Permite gerir várias empresas na mesma conta — útil para quem tem mais do que um negócio ou é contabilista de vários clientes.
// importa saber
Erros comuns
Qualquer programa que emita faturas serve, desde que pareça profissional.
Tem de estar certificado pela AT — caso contrário arriscas uma coima entre 1.500 € e 18.750 € (RGIT, artigo 128º), mesmo sem intenção de fraude. A infração é usar um programa não certificado, independentemente da faturação.
Um programa de faturação já trata da minha contabilidade.
Faturação e contabilidade organizada são obrigações distintas. O programa emite e comunica documentos; a contabilidade organizada continua a exigir um contabilista certificado inscrito na Ordem dos Contabilistas Certificados.
O mais barato à partida é sempre a escolha mais inteligente.
Depende do que esperas do negócio. Se só precisas de emitir faturas simples, um programa barato ou gratuito pode chegar. Se prevês crescer para stock, múltiplos utilizadores ou gestão de RH, migrar de sistema mais tarde tem um custo real — pode compensar mais escolher já algo escalável.
Se não há preço no site, é sinal de que é mais caro do que os outros.
Alguns programas mais completos (como ERPs modulares) não publicam preço porque o valor depende do número de utilizadores e das funcionalidades escolhidas — não é necessariamente mais caro, só não é comparável sem pedir orçamento primeiro.
// dúvidas rápidas
Perguntas frequentes
É obrigatório ter um programa certificado mesmo com pouca faturação?
Sim — a obrigação de usar um programa de faturação certificado pela AT não depende do volume faturado. Aplica-se a partir do momento em que emites faturas no exercício de uma atividade, mesmo que seja pouca.
Existem programas gratuitos certificados pela AT?
Sim, mas com condições diferentes. O Colibri tem um plano gratuito permanente com faturação certificada. O Jasmin (Primavera/Cegid) oferece uma versão gratuita durante um ano para negócios que faturem menos de 30.000 € anuais — passado esse limite ou esse prazo, passa a pago.
Como funciona a comunicação de faturas à AT (SAF-T)?
O programa certificado gera automaticamente o ficheiro SAF-T com os dados de faturação. O envio à AT é feito mensalmente, com prazo habitual até ao dia 5 (para quem fatura online, via webservice) ou até ao dia 20 (submissão manual do ficheiro) do mês seguinte — confirma sempre o prazo aplicável ao teu caso, porque pode variar consoante o regime.
Posso mudar de programa a meio do ano?
Sim, mas exige cuidado: precisas de garantir a continuidade da numeração das séries de documentos e, idealmente, exportar o histórico do programa anterior antes de encerrares a conta lá.
O programa de faturação substitui o contabilista?
Não. Trata da emissão e comunicação de documentos de faturação — não da contabilidade organizada, das declarações fiscais periódicas nem do aconselhamento sobre a tua situação fiscal concreta, que continuam a exigir um contabilista certificado.
Que diferença faz a certificação AT no dia a dia?
Garante que as faturas emitidas são legalmente válidas e comunicadas automaticamente à Autoridade Tributária. Sem um programa certificado, arriscas uma coima entre 1.500 € e 18.750 € (Regime Geral das Infrações Tributárias, artigo 128º), mesmo sem qualquer intenção de fraude — a infração é usar um programa não certificado, não o valor faturado.